Poço da Árvore

Poço da Árvore

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Descrição

Na Chapada Diamantina, os locais chamados de poço são os trechos mais largos do rio, onde as águas estão mais calmas, tornando-se um ambiente ideal para nadar e se refrescar. Por isso, no Poço da Árvore, que está no Rio Pati, o momento é reservado para relaxar nos lajedos na beira do rio e compreender o que é a vida no paraíso. Na sua entrada tem uma pequena gruta e, logo em seguida, avistam-se pequenas cascatas que deslizam até uma piscina natural com vista para o Morro do Castelo. Um pouco abaixo do Poço da Árvore é onde ocorre o encontro dos rios Calixto e Pati, que nascem no platô do Gerais dos Vieira e atravessam o vale, sendo o primeiro afluente do segundo, até desaguar no Rio Paraguaçu – um dos principais rios baianos.
O nome original do atrativo é Poço do Marinho, referindo-se a um rapaz que morava ali perto, no período em que o Vale do Pati era habitado por agricultores para produção de café, no início do século 20. Nos roteiros tradicionais, o dia da passagem pelo local é considerado o mais leve do trekking.

. Vegetação

A vegetação desta área tem trechos que foram alterados pelo ser humano, muitos deles hoje cobertos por densos conjuntos de samambaias, outros ainda com pastagens ou com algum tipo de plantação. Nos pontos onde a vegetação está bem conservada, como costuma acontecer no Vale do Pati, a vegetação é típica de Mata Atlântica, embora não seja mais original, mas resultado de uma regeneração natural. Mesmo assim, ela tem grande valor, pois apresenta uma boa diversidade de espécies e é vital para evitar erosão, além de conferir um charme especial à paisagem.

Ao entrar em uma área protegida, lembre-se sempre: tire somente fotos, leve apenas suas recordações e deixe somente rastros.
Atividades permitidas: trekking, observação de aves e banho de rio.
Atividades proibidas: bicicleta; acampamento fora da casa dos moradores; veículos motorizados como moto e quadriciclo; e animais de montaria (este último é permitido apenas para os moradores).

Conhecer o Vale do Pati é uma experiência inesquecível para muitos viajantes. Além das paisagens exuberantes, fazer esse passeio traz muitas novidades para quem vive na cidade. É preciso ter disposição para longas caminhadas por terrenos irregulares sob o sol quente, trechos de descidas e subidas e travessia de rio. Ele está localizado no coração do Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD), na Bahia, uma Unidade de Conservação de proteção integral; e tudo lá é feito a pé por trilhas históricas.
Além da aventura, a imersão na natureza do vale leva os viajantes a se desconectarem um pouco da tecnologia. Lá não pega celular, a energia é solar e não tem banho quente. O local é habitado por uma pequena comunidade tradicional, com apenas treze casas, que hospeda os viajantes de forma simples, acolhedora e mesa farta.
O trekking tradicional é realizado em cinco dias, mas existem opções de roteiros mais curtos, de 2 a 4 dias. Em qualquer um desses, avistam-se paredões formados há 1,6 e 1,2 bilhões de anos e caminha-se em média de 5 a 6 horas por dia em paisagens que mudam de acordo com o relevo.
Com altitudes que oscilam entre 400 e 1400 m, é possível passar por densas áreas de Mata Atlântica no interior do vale e depois subir para lindos campos rupestres, onde são encontradas plantas raras.
O roteiro tradicional abrange os vales dos rios Pati, Calixto e Cachoeirão, o Morro do Castelo, o Gerais dos Vieiras, parte do Gerais do Rio Preto e a Serra do Sobradinho. É possível acessar o Vale do Pati por meio de cinco entradas: Beco, Aleixos, Bomba, Ladeira do Império e Mucugê. Todas dão acesso aos atrativos mais procurados, mas por caminhos diferentes.
Escolha o melhor roteiro de acordo com sua experiência e preparo físico. Um condutor de visitantes pode te orientar nisso, além de garantir mais segurança e tranquilidade para seu trekking. Uma dica é fazer alguma trilha na região antes de ir para o vale para avaliar como foi a experiência. Pedimos que agende sua visita nos atrativos que deseja conhecer, faça sua reserva nas casas dos nativos e desfrute de tudo o que o Vale do Pati tem pra oferecer.


. Localização
Centro do Parque Nacional da Chapada Diamantina.

. Pontos de partida

  • Beco e os Aleixos, no povoado de Guiné;
  • Bomba pelos Gerais dos Vieiras, no Vale do Capão;
  • Ladeira do Império, em Andaraí.
  • Trilha Mucugê-Pati

    . Tipos de transporte
    De carro até os pontos de partida. Trekking em todo o restante do roteiro.

    . Duração média do passeio
    3 a 5 dias

    . Distância média a pé
    45 km

  • Não faça fogueiras;
  • Não leve seu animal doméstico para o Parque;
  • Traga seu lixo de volta;
  • Não consuma bebidas alcoólicas e cigarros;
  • Não colete plantas e pedras;
  • Se mantenha na trilha. Não crie atalhos ou novos caminhos.
  • Não entre com instrumentos musicais. Se for ouvir música utilize fone de ouvido para não atrapalhar outras pessoas e a fauna silvestre.
  • O Parque Nacional não possui sanitários. Para “ir ao banheiro” se afaste cerca de 60m de trilhas, rios, acampamentos, cavernas. Cave um buraco de 15 cm e enterre o papel higiênico. Jamais deixe absorventes ou coloque fogo no papel higiênico.
Para visitar o atrativo

● Utilizar máscara durante todo o período no interior do Parque Nacional, exceto em atividades como banhos, flutuação e alimentação. Caso haja necessidade de retirá-la (casos de mal-estar, por exemplo), deve-se ampliar o distanciamento (4 a5 m);

● Formar grupo de no máximo 10 pessoas, incluindo a eventual contratação de guia/condutor de visitantes e seu auxiliar;

● Manter distanciamento de 2m de outros visitantes;

● Evitar compartilhamento de equipamentos (como celular, máquina fotográfica, lanterna, luvas, cajado, binóculo, capacetes, mosquetões, mochilas, garrafas de água, cordins etc.). Higienizar as mãos e equipamentos com álcool gel 70% caso haja necessidade de troca de equipamentos;

● Higienizar as mãos com álcool gel 70% em cada parada ou logo após trechos com obstáculos ou de “escalaminhada”, em que seja necessário apoiar as mãos em alguma superfície (rocha, árvore e raiz, entre outras);

● Embale corretamente e descarte resíduos contaminantes, como máscaras e luvas, fora do Parque Nacional e seguindo as normas municipais.

Confira também protocolos específicos das outras etapas da viagem como transporte , hospedagem, receptivo turístico.

Baixe a cartilha com mais informações sobre os protocolos sanitários do Vale do Pati.
O ICMBio recomenda a contratação de um condutor de visitantes.

Ele pode enriquecer a sua viagem com atividades como observação de aves, além de apresentar a geologia, botânica e história da região. Em caso de acidentes ele irá prestar os primeiros socorros e acionar um resgate.

As trilhas do Parque Nacional são rústicas e não possuem sinalização. Resgates em áreas naturais são complexos, caros e demorados.

Para visitação no Vale do Pati, é obrigatória a reserva nas casas de apoio ao turista
  • Reservas devem ser feitas com sete dias de antecedência e
  • exclusivamente via WhatsApp, não há sinal de celular no local.
  • Apenas as casas listadas abaixo estão vistoriadas e autorizadas a receber visitantes.
Clique e confira a lista e contatos das casas vistoriadas e autorizadas a receber visitantes.

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